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O Cifrão

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Muitos vão identificar na minha avó, suas mães ou avós.

Ela dava gargalhadas assistindo o Silvio Santos e toda terça feira era sagrado o jogo de cartas com as “meninas”. Usava uma roupa bonita e até batom para ir ao supermercado, onde quase sempre encontrava algum conhecido para relembrar tempos passados. Adorava a vida que levava, mas gostava de uma coisa em especial: Cozinhar. E como cozinhava. Preparar uma galinhada, polenta, massa com molho pra ela era um evento. Escolhia ingredientes e testava temperos diferentes, nunca errava a mão.

Amava receber a família para um jantar, mas janta marcada era motivo de preocupação, imagina errar na quantidade ou no sal!?

Hoje, relembrando um pouco da história dela percebo que com o passar do tempo, encontrou o que muitos nunca terão. Amor a profissão.

Ela tinha certeza das coisas que amava fazer e faria (fez) de graça até o final de sua vida.

Não ganhava um real cozinhando para a família (na verdade até pagava para fazer isso), mas cozinhava cada vez melhor. Amava os elogios que recebia e ver todo mundo atacando a janta na mesa dava a ela uma satisfação muito maior do que qualquer dinheiro poderia lhe dar.

Costumo usar como exemplo um ditado popular que diz: Quando você tira o cifrão do olho, ele vai para o bolso.

Podemos interpretar de diversas formas, mas gosto de pensar que o significado disso é que se não existisse dinheiro, escolheríamos profissões por amor. Estaríamos mais interessados em entender o que realmente nos faz feliz. E como consequência disso, teríamos profissionais excelentes, preocupados em dar seu melhor pelo simples desejo de evoluir, de serem um pouco melhores a cada dia por amor a sua arte e não pelo dinheiro. Aliás, o dinheiro é consequência de um bom trabalho, ele persegue os melhores.

Outro dia, durante a copa do mundo ouvi: “a gente aqui, torcendo por esses 11 milionários e os caras rindo da nossa cara”. What?

Esses são os melhores do país em suas profissões. Qualquer um deles poderia estar aposentado com seus vinte e poucos anos, apenas vivendo de renda. Eles ESCOLHEM treinar de sol a sol, viajar para longe de suas famílias, dar a cara para o julgamento alheio e aceitam ser xingados quando o time vai mal. Mas não se engane, apesar dos grandes salários, tem muito amor envolvido nesse jogo.

Quando você tira o cifrão do olho, ele vai pro bolso. Já parou para pensar nisso?

Vivemos em um mundo capitalista e o dinheiro é fundamental, mas se você estiver com dúvidas sobre seu futuro profissional, que tal tentar imaginar um mundo onde o dinheiro não exista?

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