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Feminicídio

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feminicidio

FEMINICÍDIO

Feminicídio é uma prática agressiva e violenta que tem como consequência a morte de centenas de mulheres, por ano, no Brasil. As causas e as motivações para tamanha barbárie estão ancoradas em raízes históricas, sociais e culturais, mas também fortalecidas em algumas personalidades de homens agressivos e violentos, ou ciumentos, possessivos e controladores que se tornam violentos com o tempo. As violências podem iniciar de forma psicológica, com o controle sobre as vontades, os desejos e a autonomia das mulheres. Cerceando a liberdade e a vontade própria de suas companheiras, muitos destes homens fazem todo esforço possível para, metaforicamente, tornarem-se o ar que elas respiram. Ou seja, tornarem-se o centro vital e fundamental da vida daquela mulher. Esse é um mecanismo de controle sobre o outro. Esse outro, no caso específico a mulher, considerada frágil, fraca e dependente. Estes homens sofrem de um perigoso mal: sustentam uma crença machista que produz um pensamento que atribui às mulheres uma condição de inferioridade em relação aos homens, ou ainda, um pensamento que considera a mulher simplesmente um objeto de prazer ou um ser que está para servir seu amo e senhor.

Inferioridade da mulher, superioridade do homem é uma crença histórica que se tornou campo de estudos, mas principalmente tema de debates e lutas. Lutas por igualdade, por direitos sociais justos, por políticas públicas que reconheçam tais diferenças. Lutas por mudanças de homens e mulheres para que possam reconhecer que diferença não precisa ser sinônimo de desigualdade. Diferenças existem, desigualdades são construídas. Ao longo do tempo, tais desigualdades fortaleceram práticas de submissão por parte de alguns, e domínio por parte de outros.

O feminicídio é a face mais brutal do fenômeno machismo. Ele atesta a falência dos recursos discursivos, da capacidade de diálogo, de compreensão do outro, de respeito à vida. O feminicídio se apresenta sob a forma de atos violentos que ceifam vidas. Com um elemento que o caracteriza: a motivação associada ao gênero, ou melhor, à forma como o gênero feminino é interpretado pelo homem.

Uma grande pergunta se faz necessária: é possível mudarmos esse cruel cenário de práticas desiguais e violentas¿ Acredito que sim, mas não bastam mudanças de curto prazo, e sim, mudanças que possam ser semeadas agora para colhermos com o tempo. Processos humanizadores que resgatem o valor da vida, das diferenças, das vivências afetivas genuínas.

As novas traduções sobre os gêneros e suas vinculações, também são novas interpretações sobre amar, respeitar, valorizar, ser e estar no mundo, com o mundo. Relações pautadas na empatia, no reconhecimento mútuo, e não nas clássicas formas de domínio e submissão.

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